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Alfândegas intercetaram 757 medicamentos contrafeitos por dia

SAPO

A alfândega portuguesa intercetou uma média de 757 unidades de medicamentos contrafeitos por dia durante o ano passado. Ao todo, foram apreendidos 276 mil produtos nesse período. Os dados constam do recente Relatório de Atividades 2025 do Grupo Anti Contrafação (GAC).

Embora as apreensões tenham diminuído 28,1% em relação ao ano anterior, as alfândegas continuaram a impedir a entrada de mais de um quarto de milhão de medicamentos contrafeitos, que representam um risco para a saúde.

Não é especificado que tipos de medicamentos foram apreendidos, mas dados de operações e do próprio Infarmed indicam que, em Portugal, os produtos para a disfunção erétil lideram as apreensões. Há também analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos e outros.

Desde 2025, outro tipo de medicamento tem vindo a ganhar terreno no país: os medicamentos para emagrecimento falsificados. Este fenómeno está associado à crescente popularização de soluções como as canetas emagrecedoras, cuja venda em Portugal está sujeita à apresentação de receita médica.

Tanto o Infarmed como a Interpol têm advertido que estes produtos, frequentemente comercializados através da internet, podem conter substâncias diferentes das declaradas ou não conter qualquer princípio ativo.

Portugal passa a integrar a Rede Global de Reguladores da HealthAI

INFARMED I.P.

O INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P., em representação de Portugal, tornou-se membro da HealthAI – The Global Agency for Responsible AI in Health, sendo o primeiro Estado-Membro da União Europeia (UE) a integrar formalmente a HealthAI Global Regulatory Network (GRN), uma plataforma global em expansão que reúne autoridades reguladoras da saúde empenhadas na implementação segura, eficaz e equitativa da inteligência artificial (AI) nos sistemas de saúde.

Portugal integra a Global Regulatory Network num momento determinante para a governação da inteligência artificial na Europa. À medida que o Regulamento Europeu da Inteligência Artificial (AI Act) entra plenamente em vigor e os sistemas de saúde europeus aceleram a integração de ferramentas baseadas em IA, este passo demonstra a ambição de Portugal em assumir um papel de liderança no contributo europeu para a governação global da inteligência artificial aplicada à saúde, em vez de apenas acompanhar essa evolução.

A integração na GRN permitirá às autoridades portuguesas da saúde participar em intercâmbios de conhecimento e em diálogos estratégicos com entidades congéneres de outros países membros, que incluem, de momento, o Reino Unido, Singapura, Índia, Brasil, Vietname, Indonésia, Zâmbia, Filipinas e Peru.

Ao promover a colaboração internacional, a HealthAI apoia governos e sistemas de saúde na criação de modelos de governação da inteligência artificial que protejam os doentes e os dados, ao mesmo tempo que fomentam a inovação. Este acordo reforça o compromisso da HealthAI em assegurar que nenhuma região do mundo — nem qualquer Estado-Membro da União Europeia — fique para trás no esforço global para utilizar a inteligência artificial de forma segura e em benefício de melhores resultados em saúde.

"Momento marcante" no combate à obesidade: UE aprova Wegovy em comprimido

CNN Portugal

A Comissão Europeia aprovou quarta-feira, dia 15 de julho de 2026, a introdução da versão oral do Wegovy no mercado, após parecer positivo do Comité dos Medicamentos para Uso Humano, da Agência Europeia de Medicamentos.

Trata-se de um “momento marcante” no tratamento da obesidade na Europa, descreve a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, em comunicado, tendo em conta que o medicamento em comprimido já estava à venda nas farmácias dos Estados Unidos. Segundo a farmacêutica, a Novo Nordisk está empenhada em lançar o medicamento em formato pílula em mais países na segunda metade de 2026.

O aval do coletivo torna assim a pílula Wegovy (semaglutida oral, de 25 mg, administrada uma vez por dia) no primeiro agonista do recetor GLP-1 disponível em formato de comprimido para o controlo do peso em todos os Estados-membros da União Europeia.

Após vários ensaios clínicos e anos de experiência com pacientes, a farmacêutica concluiu que o “perfil de segurança e tolerabilidade da semaglutida oral é consistente com o perfil já estabelecido da semaglutida injetável”, com cerca de uma em cada três pessoas a alcançar uma perda de peso igual ou superior a 20%.

Perda de sono pelo calor relacionado com clima duplicou - estudo

S+

A perda de sono devido às altas temperaturas relacionadas com as alterações climáticas duplicou nos últimos 50 anos nas principais cidades do mundo, Lisboa incluída, indica um estudo divulgado dia 16 de julho de 2026.

A investigação envolveu a análise de 1.338 cidades, incluindo a capital portuguesa, e foi da responsabilidade da “Climate Central”, uma organização que analisa e divulga informações sobre ciência climática.

Segundo o estudo, nos últimos cinco anos, no mundo, cada pessoa perdeu quase 56 horas de sono por ano em média devido às altas temperaturas. Mais de 10% dessas horas perdidas são atribuídas às alterações climáticas causadas pelas emissões da queima de combustíveis fósseis e pela desflorestação.

Para Lisboa, a análise indica uma perda anual de 40 horas de sono devido ao calor, 10% das quais, quatro horas, causadas pelas alterações climáticas.

Os autores do documento realçam que as altas temperaturas noturnas são particularmente perigosas, pois impedem o corpo de arrefecer e de recuperar do calor diurno, o que aumenta o risco de acidentes vasculares cerebrais, outras doenças cardiovasculares e mortalidade.

As noites quentes também degradam a qualidade e a duração do sono, com impactos negativos na saúde física e mental, no funcionamento cognitivo e no desenvolvimento das crianças, e reduz a esperança de vida.

Os impactos dessas noites quentes são maiores nos idosos, crianças e mulheres grávidas. E as populações mais pobres são também mais afetadas, pelas diferenças na qualidade da habitação, incluindo o acesso a ar condicionado.

Nas cidades, devido ao efeito ilha de calor, as temperaturas podem ser substancialmente mais elevadas do que nas regiões à volta.

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