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Notícias da Saúde em Portugal 880
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Redes sociais podem comprometer a confiança dos adolescentes no seu sorriso
O JornalDentistry
Investigação da Universidade de Otago alerta para o impacto das imagens de "sorrisos perfeitos" na autoestima dos jovens e recomenda mudanças na comunicação em saúde oral.
A exposição constante a imagens de sorrisos considerados "perfeitos" nas redes sociais e no marketing digital pode reduzir significativamente a confiança dos adolescentes na aparência dos seus dentes. Esta é a principal conclusão de um estudo realizado por investigadores da Universidade de Otago (Nova Zelândia), publicado na revista científica Health Marketing Quarterly.

Os autores defendem que as campanhas de promoção da saúde oral devem privilegiar imagens mais realistas e centradas na função e na saúde oral, em vez de reforçarem padrões estéticos difíceis de alcançar. Recomendam igualmente uma maior regulação da publicidade digital dirigida a menores, nomeadamente da promoção de tratamentos de estética dentária por influenciadores.
Para os médicos dentistas e ortodontistas, o estudo sugere que as consultas passem a incluir uma breve avaliação da influência das redes sociais na perceção da imagem corporal dos adolescentes. Os investigadores consideram que as conversas clínicas devem abordar não apenas os resultados do tratamento, mas também a autoestima, as experiências sociais e a influência do ambiente digital na forma como os jovens percecionam o seu sorriso.
Entram em vigor novos regulamentos europeus que atualizam as regras aplicáveis a dispositivos médicos
INFARMED I.P.
Entram hoje em vigor, 19 de julho de 2026, dois regulamentos delegados da Comissão Europeia que alteram o Regulamento (UE) 2017/745 relativo aos dispositivos médicos, com o objetivo de atualizar as exceções aplicáveis a determinadas tecnologias consideradas de uso bem estabelecido (Well Established Technologies – WET, na sigla em inglês).

Novas alterações
As novas alterações incidem sobretudo na lista de dispositivos implantáveis da classe III isentos da obrigação de avaliação da documentação técnica de todos os dispositivos no âmbito do procedimento de avaliação da conformidade e também na lista de dispositivos implantáveis e de dispositivos da classe III isentos da obrigação de realizar investigações clínicas.
Com estes regulamentos, é alargada a lista de exemplos de dispositivos médicos que cumprem os critérios para serem considerados tecnologias de uso bem estabelecido.
A atualização destas listas visa assegurar que as exceções previstas no Regulamento dos Dispositivos Médicos permanecem cientificamente justificadas e proporcionais, tendo em conta a evidência disponível sobre a segurança e o desempenho das tecnologias abrangidas.
Miopia atinge mais de 45% dos alunos do secundário em Portugal e uso do telemóvel é fator de risco, diz estudo
OBSERVADOR
Investigadores da Universidade do Minho estudaram 347 crianças e adolescentes e confirmam: a miopia cresce com a idade e está associada ao uso intensivo de telemóveis.
Um estudo de investigadores da Universidade do Minho concluiu que há “um aumento significativo” da prevalência de miopia nas crianças e adolescentes portugueses, com aquele problema de visão a atingir mais de 45 por cento dos alunos do secundário.
“Os resultados evidenciaram um aumento significativo da prevalência de miopia com a idade, passando de 12% entre os 6 e os 10 anos para 35% entre os 11 e os 15 anos e ultrapassando os 45% no ensino secundário”, diz a universidade, em comunicado.
O estudo, que envolveu 347 menores entre os 6 e os 18 anos e foi desenvolvido no âmbito das dissertações de mestrado de Alice Doellinger e Jéssica Henriques, identificou também uma associação entre o uso frequente de telemóveis e a presença de miopia, sobretudo durante os períodos letivos (outono, inverno e primavera).
As crianças com miopia apresentaram, em média, uma maior utilização destes dispositivos do que as crianças com dificuldade de visão ao perto (hipermétropes).
Os investigadores consideram que estes resultados “devem ser interpretados com cautela, mas reforçam a preocupação crescente com os hábitos visuais das crianças e adolescentes, num contexto de utilização intensiva de dispositivos digitais.”

As conclusões do estudo foram apresentadas num artigo científico publicado na revista BMC Pediatrics pelos investigadores António Queirós, Alice Doellinger e Jéssica Henriques, do Laboratório de Investigação em Optometria Clínica e Experimental da Escola de Ciências da Universidade do Minho.
Os dados correspondem à fase inicial de um projeto que acompanhará os participantes durante três anos, permitindo compreender melhor os fatores de risco associados à miopia e contribuir para o desenvolvimento de estratégias de prevenção mais eficazes.
Portugal com máximos históricos de transplantes cardíacos e pulmonares em 2025
JN
Portugal registou em 2025 máximos históricos de transplantes cardíacos e pulmonares, anunciou, esta segunda-feira, a presidente da Sociedade Portuguesa da Transplantação (SPT), alertando que a escassez de órgãos representa o principal desafio nesta área.
Cristina Jorge adiantou à Lusa que de um total de 948 transplantes realizados em 2025 no país, 70 foram cardíacos e 90 pulmonares, um recorde que veio comprovar que "foi um bom ano" ao nível da transplantação, mas também da colheita de órgãos.
No Dia Nacional da Doação e da Transplantação que hoje se assinala, a médica referiu que, no último ano, houve 370 dadores e foram colhidos 877 órgãos provenientes de dadores falecidos, um número que se mantém, porém, insuficiente para dar resposta à lista de espera de doentes que esperam um transplante nas várias áreas.

Seguimento devia ser descentralizado
A presidente da SPT alertou ainda que muitos doentes continuam a ser seguidos nas unidades de saúde onde foram transplantados, o que por vezes obriga a que tenham de percorrer longas deslocações apenas para fazer uma análise específica ou um exame médico.
"Facilitava muito se o seguimento dos doentes pudesse ser descentralizado", permitindo a realização de exames junto às suas áreas de residência nos setores público ou privado, defendeu Cristina Jorge, que reconheceu que formar profissionais nos hospitais mais periféricos com esse fim "é exigente e demora tempo".
Como um dos grandes desafios dessa área, a presidente da SPT elencou a necessidade de melhorar a qualidade dos órgãos após a colheita, o que pode ser feito com a inovação tecnológica já disponível, permitindo que um órgão que antes seria descartado possa ser elegível para transplantação.

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