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Notícias da Saúde em Portugal 882
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Doação e colheita de órgãos e tecidos
SNS
Portugal vai passar a poder colher órgãos de dadores falecidos em paragem Cardiorrespiratória em cuidados intensivos.
Portugal vai passar a poder colher órgãos de dadores falecidos em paragem cardiorrespiratória controlada (pessoas que faleceram internadas em unidades de cuidados intensivos), uma opção que poderá aumentar o potencial de dadores e de órgãos disponíveis para transplante.

De acordo com o Despacho hoje publicado em Diário da República “a doação e colheita de órgãos e tecidos de dadores falecidos em paragem cardiorrespiratória na categoria II de Maastricht contribuíram para o aumento do número de transplantes realizados”. Deste modo, “importa proceder à atualização do referido regime, de modo a contemplar igualmente a doação e colheita de órgãos e tecidos em dadores falecidos em paragem circulatória na categoria III de Maastricht contribuindo, assim, para uma utilização mais eficiente e sustentável dos órgãos disponíveis para transplantação”. Este procedimento já é seguido em diversos países, como Espanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos da América e Nova Zelândia.
Para saber mais, consulte: Despacho n.º 9177/2026.
Quando é que uma clínica deixa de ser pequena?
O JornalDentistry
À primeira vista, a resposta parece evidente. Será quando abre o segundo gabinete. Quando contrata mais um médico. Quando muda para instalações maiores. Quando compra o primeiro scanner intraoral ou instala um equipamento de imagiologia mais sofisticado. Talvez quando a agenda deixa de ter espaços vazios ou quando já não é possível conhecer todos os utentes pelo nome.
Mas, ao longo dos anos, percebemos que nenhuma destas respostas está verdadeiramente certa.
No início, tudo é relativamente simples. Os processos vivem muito mais na experiência das pessoas do que em procedimentos escritos. Durante muito tempo, isso funciona. A organização apoia-se nas pessoas, e as pessoas conseguem sustentar a organização. Até ao dia em que deixam de conseguir.

Quando a equipa se conhece bem, a proximidade compensa quase tudo.
Entrou mais um médico. Depois outro. A agenda passou a ser gerida por várias pessoas. Os equipamentos multiplicaram-se. A tecnologia evoluiu, vieram mais responsabilidades.
Nenhuma destas mudanças parece, por si só, suficientemente importante para alterar a forma como a clínica funciona. Mas todas juntas criam uma realidade completamente diferente daquela que existia poucos anos antes.
E, curiosamente, é aqui que muitas organizações cometem o mesmo erro. Continuam a gerir uma organização complexa como se ela ainda fosse uma organização simples. Mas o crescimento durante algum tempo acrescenta capacidade; depois começa a acrescentar complexidade.
Talvez seja precisamente aqui que uma clínica deixe verdadeiramente de ser pequena, quando deixa de conseguir viver apenas da competência individual das pessoas.
Existe uma ideia muito enraizada de que organizar processos, documentar procedimentos ou estruturar sistemas de acompanhamento significa criar burocracia. É uma reação compreensível. Mas essa visão parte de um equívoco.
“Os melhores sistemas de gestão não existem para controlar pessoas. Existem para libertá-las.”
Crescer é relativamente fácil. Amadurecer exige algo completamente diferente. Exige aceitar que a organização deixou de poder depender exclusivamente da memória, da experiência ou da disponibilidade de algumas pessoas. Exige transformar conhecimento individual em conhecimento organizacional. Exige construir uma estrutura capaz de garantir que a qualidade continua presente mesmo quando alguém não está.
É precisamente por isso que, na MedSUPPORT, olhamos para o Licenciamento apenas como o início da viagem. Garantir a conformidade é indispensável, mas representa apenas a base sobre a qual uma clínica pode construir algo muito mais importante: uma organização preparada para crescer sem perder controlo sobre si própria.
Leia o artigo na íntegra e perceba quando a sua clínica deixa de ser pequena.
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Relatório da OMS sobre casos de uso de IA em Saúde conta com contributos da SPMS
SPMS
O documento “Bridging theory and practice – implementation insights on artificial intelligence in health care” apresenta uma visão integrada dos principais enquadramentos de governação da Inteligência Artificial (IA) em saúde, abrangendo iniciativas globais, legislação regional e referenciais nacionais de diversas jurisdições. Paralelamente, disponibiliza modelos de avaliação e implementação, bem como abordagens regionais que permitem às organizações de saúde avaliar, de forma sistemática, soluções baseadas em IA. Deste modo, apoia decisões informadas quanto à adoção, integração e escalabilidade nos diferentes contextos assistenciais.
A SPMS participou ativamente na elaboração deste trabalho através de contributos no grupo de Digitalização e IA responsável da SPI-DDH, acompanhando a discussão e revisão do documento.

O relatório inclui ainda uma série de 11 casos de estudo detalhados, provenientes de sete países, que demonstram a implementação da IA em contextos reais de prestação de cuidados de saúde. Abrange diferentes capacidades, nomeadamente previsão, classificação, associação e otimização. Portugal, através da SPMS, foi um dos países a contribuir.
A SPMS apresentou um caso de estudo centrado na utilização de IA para a codificação preditiva da Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Este projeto consistiu no desenvolvimento de uma ferramenta de apoio à codificação clínica que sugere os códigos CID-10 mais prováveis para cada episódio clínico. Tem por objetivo aumentar a eficiência do processo de codificação médica, reduzindo o tempo necessário para a sua realização e visando melhorar a consistência e a precisão dos códigos atribuídos.
O contributo da SPMS reforça o posicionamento de Portugal como um participante ativo na discussão internacional sobre a aplicação da IA à saúde. Garante o compromisso nacional com o desenvolvimento e a implementação de soluções digitais inovadoras, assentes em princípios de confiança, segurança, transparência e criação de valor para os cidadãos.
Consulte o relatório: Publications-Bridging theory and practice
Trânsito ruidoso pode aumentar risco de Parkinson, indica estudo
euro news.
Exposição prolongada ao ruído do trânsito rodoviário foi associada a um maior risco de doença de Parkinson, possivelmente devido à perturbação do sono e ao stress sistémico, indica um novo estudo.
O estudo, publicado na revista JAMA Neurology, acompanhou mais de três milhões de dinamarqueses entre 2000 e 2017, com pelo menos 40 anos e sem doença de Parkinson no início da investigação.
Por cada aumento de cerca de 11 decibéis (dB) no ruído na fachada mais exposta de uma habitação, o risco de doença de Parkinson subiu cerca de 3%, concluíram os investigadores.
Na fachada mais silenciosa da casa, a menos exposta ao trânsito, o risco de doença de Parkinson aumentou 4% por cada acréscimo de 9 dB de ruído.
Ao mesmo tempo, o estudo concluiu que um lado silencioso, em que uma das fachadas da casa é pelo menos 10 dB mais silenciosa do que a outra, funciona como uma barreira de proteção que pode atenuar estes efeitos nocivos, sobretudo para quem vive com níveis globais de ruído mais elevados.
Os resultados mostraram-se consistentes independentemente do sexo, escolaridade, rendimento, situação de coabitação e densidade populacional.

Como o ruído afeta o risco de doença de Parkinson?
Os autores sugerem que estes resultados são biologicamente plausíveis, porque o ruído crónico pode perturbar o sono, essencial para a saúde cerebral, e também desencadear uma resposta de stress no organismo.
Pode ainda provocar “neuroinflamação” e stress oxidativo no cérebro, em particular nas áreas relacionadas com a produção de dopamina.
A elevada proporção da população exposta ao ruído do trânsito significa que o impacto potencial na saúde pública pode ser considerável.

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