Notícias da Saúde em Portugal 819

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Manual de Tipificação de Reclamações

ERS

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) publicou o Manual de Tipificação de Reclamações com o objetivo de apoiar os prestadores de cuidados de saúde a preencher o campo do assunto visado no formulário de registo de reclamações, sugestões e elogios (obrigatório de acordo com o disposto na alínea h) do n.º 3 do artigo 9.º do Regulamento ERS n.º 65/2015, de 11 de fevereiro).

O Manual pode ser consultado:

manual-de-tipificação-de-reclamações-mtr.pdf893.05 KB • PDF Arquivo

Um novo capítulo na saúde oral: Parlamento aprova carreira de médico dentista no SNS

DentalPro

A Assembleia da República aprovou na passa sexta feira um conjunto de iniciativas que visam estabelecer uma Carreira de Médico Dentista no Serviço Nacional de Saúde (SNS), numa decisão que marca um momento histórico para a saúde oral em Portugal.

No debate realizado na quinta-feira (16-04), as diferentes bancadas parlamentares coincidiram na necessidade da criação desta carreira, com vários partidos a alertarem para a precariedade laboral da maioria dos médicos dentistas que trabalham no SNS. Devido à falta de uma carreira específica, a maioria desses 150 médicos dentistas são contratados como prestadores de serviços, a recibos verdes, enquanto os restantes são colocados em carreiras gerais, como a de técnico superior.

De acordo com o projeto de lei aprovado na passada sexta feira, a carreira aplica-se aos médicos dentistas em regime de contrato individual que trabalham nas entidades públicas empresariais do SNS, com a sua integração a ter de ser formalizada por despacho do Governo num prazo máximo de 90 dias a contar da data da sua entrada em vigor.

O PAN estima, no seu diploma, que cerca de 25% da população não dispõe de meios financeiros para aceder a consultas de medicina dentária, o que evidencia a “insuficiente cobertura pública nesta área”, alertando ainda para a integração que tem sido de feita de médicos dentistas em regimes laborais desadequados e precários.

Regulamento CLP - Novas classes de perigo obrigatórias para misturas, a partir de 1 de maio de 2026

APA

A partir de 1 de maio de 2026, todas as novas misturas colocadas no mercado devem cumprir as regras previstas no Regulamento (UE) 2023/707, que altera o Regulamento CLP (CE) nº 1272/2008, estabelecendo novas classes de perigo e critérios para a classificação, rotulagem e embalagem de substâncias e misturas.

A partir dessa data, os fabricantes, importadores, utilizadores a jusante e distribuidores de misturas devem garantir que esta classificação consta dos respetivos rótulos e das fichas de dados de segurança. As misturas colocadas no mercado até 1 de maio de 2026, podem beneficiar do período transitório previsto no regulamento em apreço, até 1 de maio de 2028.

Durante este período, as novas classes de perigo não são obrigatórias, mas podem ser aplicadas numa base voluntária. Após o termo deste período de transição, todos os fabricantes, importadores, utilizadores a jusante e distribuidores de misturas devem garantir que as novas classes de perigo constam dos respetivos rótulos e fichas de dados de segurança.

Para mais informação sobre as novas classes de perigo, consulte o site ECHA.”

Novo modelo da OpenAI para investigação em ciências da vida: GPT-Rosalind

EuroNews

O modelo GPT-Rosalind foi concebido para acelerar a investigação biológica e a descoberta de novos medicamentos.

OpenAI lançou um novo modelo de inteligência artificial concebido para apoiar a investigação em biologia, descoberta de fármacos e medicina translacional.

A nova ferramenta, denominada “GPT‑Rosalind”, recebeu o nome de Rosalind Franklin, cientista britânica conhecida sobretudo pelo seu papel na descoberta da estrutura do ADN.

A série de modelos GPT‑Rosalind para as ciências da vida foi desenvolvida para o trabalho científico moderno com base em evidência publicada, dados, ferramentas e experiências, anunciou a empresa na sexta‑feira.

A OpenAI tem vindo a dedicar cada vez mais atenção à saúde e à investigação médica, desenvolvendo novos grandes modelos de linguagem e estabelecendo parcerias com farmacêuticas internacionais.

Trata‑se de um domínio que a inteligência artificial já está a transformar, ajudando investigadores e empresas farmacêuticas a identificarem mais depressa compostos promissores e a acelerar o percurso que vai da investigação à utilização clínica.

O progresso nas ciências da vida é limitado não só pela dificuldade da própria ciência, mas também pela complexidade dos fluxos de trabalho de investigação,

referiu a OpenAI.

“Acreditamos que sistemas avançados de IA podem ajudar os investigadores a percorrer estes fluxos de trabalho mais depressa, não apenas tornando o trabalho existente mais eficiente, mas também ajudando os cientistas a explorarem mais possibilidades, a revelarem ligações que de outra forma poderiam passar despercebidas e a chegarem mais cedo a melhores hipóteses”, escreveu a empresa.

A OpenAI afirmou que o modelo apresenta o melhor desempenho em tarefas que exigem raciocínio sobre moléculas, proteínas, genes, vias biológicas e processos biológicos relevantes para doenças.

A empresa indicou ainda que o modelo é mais eficaz a utilizar ferramentas científicas e bases de dados em fluxos de trabalho com vários passos, como a revisão da literatura, a interpretação da relação sequência‑função, o planeamento experimental e a análise de dados.

Após este primeiro lançamento da série de modelos GPT‑Rosalind para as ciências da vida, a OpenAI adiantou que continuará a expandir as capacidades de raciocínio bioquímico do modelo em fluxos de trabalho científicos de longo prazo e com forte utilização de ferramentas.

Para quem se destina?

A OpenAI afirmou que está a trabalhar com empresas de biotecnologia e farmacêuticas, bem como com centros de investigação como a Amgen, a Moderna, o Instituto Allen e a Thermo Fisher Scientific, para aplicar o GPT‑Rosalind a fluxos de trabalho que acelerem a investigação e a descoberta.

O GPT‑Rosalind representa um passo importante para ajudar as equipas científicas a utilizarem IA avançada para raciocinar sobre evidência biológica, dados e fluxos de trabalho complexos.

afirmou Stéphane Bancel, diretor‑executivo da Moderna.

Na Moderna, já estamos a ver como consegue sintetizar dados complexos e transformar essas informações em fluxos de trabalho experimentais, com potencial para acelerar o ritmo da I&D.

acrescentou Stéphane Bancel, diretor‑executivo da Moderna.

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