Notícias da Saúde em Portugal 855

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Constrangimentos e indisponibilidade do portal do SISO: informação da SPMS

OMD

A Ordem dos Médicos Dentistas tem registado nos últimos tempos diversos contactos de médicos dentistas com pedidos de esclarecimento, com evidente preocupação, sobre a prolongada e sistemática indisponibilidade de acesso à plataforma do Sistema de Informação para a Saúde Oral (SISO).

Nesse sentido, a OMD questionou a Direção-Geral da Saúde, entidade gestora do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO), e a SPMS (Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, EPE).

A SPMS enviou o seguinte comunicado:

1. O SISO – Sistema de Informação para a Saúde Oral – encontra-se atualmente a ser alvo de um conjunto de intervenções técnicas com vista ao alargamento do seu período de disponibilidade.

2. Prevê-se que as intervenções técnicas em curso fiquem concluídas dentro de duas semanas, por forma a que o SISO fique disponível das 7:00 às 23:59, de segunda a domingo.

3. No que respeita a procedimentos alternativos e medidas de contingência, indicam-se:

  • Quanto a pedidos de pagamento: os pedidos não submetidos até 8 de junho poderão ser apresentados no período de faturação seguinte, de 1 a 8 de julho, ou em períodos subsequentes;

  • Quanto a registo de diagnósticos, planos de tratamento e tratamentos realizados: os profissionais deverão solicitar à SPMS, E.P.E. a prorrogação da validade dos cheques-dentista cuja validade tenha expirado, ou venha a expirar até 26 de junho, através do endereço [email protected].”

Novo método de análise ao sangue promete melhorar tratamento do cancro

Notícias Saúde

Os exames ao sangue têm-se mostrado uma ferramenta promissora para a deteção e monitorização do cancro. Investigadores da Universidade de Tecnologia de Chalmers e da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, desenvolveram um novo método que permite analisar amostras com apenas 5% de ADN cancerígeno no sangue, em comparação com os 15 a 20% necessários atualmente. Um método que pode levar a um melhor tratamento do cancro e a uma monitorização mais precisa da progressão tumoral.

“Queríamos desenvolver um método que funcionasse particularmente bem em casos difíceis, em que há muito pouco ADN cancerígeno no sangue e muito do que consideramos ruído – ou seja, principalmente ADN saudável. Os nossos resultados mostram que o novo método tem um melhor desempenho com amostras que contêm baixos níveis de ADN cancerígeno, cerca de 5%. Por isso, funciona exatamente como esperávamos.”

Lotta Eriksson, estudante de doutoramento no Departamento de Ciências Matemáticas da Chalmers e da Universidade de Gotemburgo

Os métodos baseados no sangue que estão a ser testados em ensaios clínicos são frequentemente utilizados para determinar se o cancro pode ser detetado. É difícil obter uma imagem mais detalhada, em parte devido aos elevados custos e à baixa qualidade das amostras.

O novo método, BayesCNA, consegue extrair informação que antes estava oculta em amostras de baixa qualidade e fornecer mais detalhes sobre a composição do tumor. Isto pode ajudar a compreender melhor como o cancro de um doente muda ao longo do tempo.

Atualmente, é necessária uma amostra de tecido do próprio tumor para obter informações detalhadas sobre a sua composição, pelo que a capacidade de monitorizar a progressão do tumor através de análises ao sangue pode levar a um cuidado significativamente melhor dos doentes com cancro.

Um doente pode ser submetido a uma ou duas cirurgias, enquanto os exames ao sangue podem ser feitos em intervalos de apenas algumas semanas durante o tratamento. Se pudermos obter informações sobre as alterações tumorais a partir das amostras, podemos monitorizar os desenvolvimentos muito mais de perto e observar o que acontece entre as sessões de tratamento. Isto pode ajudar os médicos a tomar decisões mais informadas, como adaptar o tratamento à composição do tumor”, explica Eszter Lakatos, professora assistente no Departamento de Ciências Matemáticas da Chalmers e da Universidade de Gotemburgo

O método foi desenvolvido para analisar dados do que é conhecido como sequenciação completa do genoma de baixa cobertura, uma técnica que fornece uma visão geral da estrutura do ADN. A técnica apresenta grandes benefícios financeiros, mas fornece informações limitadas devido à baixa qualidade dos dados.

O novo método de análise utiliza um algoritmo estatístico para amplificar os sinais muito fracos presentes neste tipo de amostras.

O passo seguinte é analisar a informação que o método fornece sobre a composição do tumor. Os investigadores estão empenhados em desenvolver um método adicional para identificar as características ocultas do cancro que influenciam a resposta dos doentes ao tratamento.

Todo o país em risco muito elevado de exposição à radiação UV

CNN

Todos os distritos de Portugal continental e os arquipélagos da Madeira e dos Açores estão esta sexta-feira em risco muito elevado de exposição à radiação ultravioleta (UV), segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, o risco muito elevado de exposição à radiação UV vai manter-se no continente e arquipélagos da Madeira e Açores pelo menos até segunda-feira.

Para as regiões em risco extremo, o instituto recomenda que se evite a exposição ao sol sempre que possível.

No que diz respeito a regiões com risco muito elevado, o IPMA aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol, protetor solar e que se evite a exposição das crianças ao sol.

Para as regiões com risco elevado recomenda-se o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’ e protetor solar.

Pobreza molda mais o cérebro das crianças do que os pais ou o QI, indica estudo

Euronews

Tudo o que uma criança vive deixa uma marca no cérebro e influencia o seu desenvolvimento e funcionamento ao longo de toda a vida.

A situação financeira da família e o meio envolvente, como o bairro onde cresce, podem ter um impacto no desenvolvimento do cérebro mais forte do que se pensava, indica um novo estudo.

Um estudo de investigadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, concluiu que os fatores socioeconómicos explicam cerca de 16% da variabilidade nas medidas de funcionamento cerebral das crianças, tendo um impacto maior do que o quociente de inteligência (QI), o estilo de educação e o historial de saúde.

“O cérebro de uma criança de meio socioeconómico baixo parece-se com o de uma criança de contexto socioeconómico elevado que não dormiu o suficiente e está sob stress”

Nico Dosenbach, autor sénior do estudo

Acrescentou que não se trata de um “cérebro menos inteligente” e que, se houver formas de melhorar o sono e reduzir o stress das crianças de agregados com menos oportunidades socioeconómicas, é possível atenuar as diferenças associadas a essas circunstâncias.

As crianças são particularmente vulneráveis à pobreza. Têm mais probabilidade de viver em situação de pobreza do que os adultos e isso pode ter consequências maiores nos anos decisivos do desenvolvimento.

Os investigadores analisaram cerca de 12 000 crianças entre os nove e os dez anos, avaliando o ambiente em que vivem, a saúde e as atividades diárias.

Foram avaliadas 649 variáveis que influenciam o desenvolvimento cerebral, agrupadas em categorias como tempo de ecrã, capacidades cognitivas, saúde física e mental, práticas parentais, bem como raça e sexo.

As condições do bairro e a situação financeira surgiram como principais fatores. Estavam sobretudo associadas a características funcionais nas áreas motoras e sensoriais do cérebro, muito sensíveis às variações diárias de sono e de stress

“Comecei a chamar-lhe o ‘elefante no cérebro’”, disse Scott Marek, primeiro autor do estudo. “Achava que as oportunidades socioeconómicas iam ter importância, mas não imaginava que fosse tanta. Ofuscaram simplesmente tudo o resto.”

Referiu que, apenas olhando para os exames ao cérebro de uma criança, a equipa conseguia perceber a situação económica da família e quantas horas de sono e de ecrã a criança tinha.

No entanto, esses exames não permitem determinar o QI. “Isso diz-me que o QI não está enraizado na neurobiologia. O ambiente molda o cérebro das crianças de maneiras que têm sido interpretadas erradamente como reflexos do QI, quando na realidade são apenas reflexos do stress e da privação de sono”, afirmou Marek.

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