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Notícias da Saúde em Portugal 856
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A integração da Inteligência Artificial (IA) na medicina dentária na União Europeia.
O JornalDentistrt
Países da União Europeia com maior adoção de IA na saúde e medicina dentária
De acordo com dados recentes do Eurostat e da Organização Mundial da Saúde (OMS), a adoção de IA no setor da saúde não é uniforme, destacando-se três blocos principais:
Bloco Nórdico (Dinamarca, Finlândia e Suécia): A Dinamarca e a Finlândia lideram os rankings europeus de maturidade digital e integração de IA em contexto empresarial e de saúde, com taxas de adoção superiores a 35–40%. Na Suécia e na Finlândia, existem estratégias nacionais de IA direcionadas especificamente para a saúde, facilitando a partilha de bases de dados clínicas anonimizadas para o treino de algoritmos de diagnóstico dentário.
Benelux (Bélgica e Países Baixos): Apresentam das mais elevadas taxas de implementação de software de diagnóstico por imagem e de fluxos digitais integrados em clínicas privadas de medicina dentária.
Na Península Ibérica, congressos de grande escala (como os da OMD em Portugal e da SEPA em Espanha) evidenciam que as clínicas já não competem apenas pelo número de cadeiras, mas pela sofisticação dos seus ecossistemas digitais.
Principais áreas de aplicação de IA em medicina dentária
A IA na medicina dentária atua predominantemente através de redes neuronais convolucionais (CNN), algoritmos especializados no reconhecimento e análise de padrões em imagens. As áreas de maior impacto clínico incluem:
— Diagnóstico e radiologia dentária (a aplicação mais disseminada)
Deteção precoce: Softwares analisam radiografias (periapicais, panorâmicas e CBCT) em segundos, assinalando automaticamente áreas suspeitas de lesões de cárie incipientes, reabsorções ósseas, fraturas radiculares ou lesões periapicais que poderiam passar despercebidas à observação humana.
Padronização de critérios: Funciona como uma segunda opinião digital imediata, contribuindo para maior consistência diagnóstica e reforço da confiança do paciente no plano de tratamento.
— Implantologia e cirurgia guiada
Planeamento 3D automatizado: A IA integra dados de digitalização intraoral com exames CBCT, sugerindo o posicionamento ideal do implante, respeitando as distâncias de segurança relativamente a estruturas anatómicas críticas (como o nervo alveolar inferior ou o seio maxilar).
Cirurgia robótica assistida: Em expansão em vários países europeus, incluindo Portugal, sistemas robóticos guiados por IA auxiliam o cirurgião em tempo real com elevada precisão, podendo limitar desvios indesejados durante o procedimento.
— Ortodontia e monitorização remota
Predição de movimentação dentária: No planeamento de alinhadores invisíveis, a IA permite prever com elevada precisão a resposta biomecânica dos tecidos periodontais às forças aplicadas, automatizando o desenho de attachments e etapas de tratamento.
— Periodontologia e endodontia
Periodontologia: Avaliação automatizada da perda óssea marginal e cálculo de rácios osso/raiz em exames radiográficos, facilitando a classificação do estádio da doença periodontal.
Endodontia: Identificação da anatomia dos canais radiculares, deteção de curvaturas acentuadas e estimativa do comprimento de trabalho com base em exames imagiológicos.
—Gestão inteligente da clínica (Dental Data)
A eficiência operacional constitui uma das áreas onde a IA mais contribui para a sustentabilidade das clínicas:
Triagem e otimização: Algoritmos analisam fluxos de trabalho, identificam padrões de faltas de comparência e ajustam a agenda de forma dinâmica.

Desafios no contexto europeu
Apesar do cenário globalmente positivo, persistem desafios relevantes identificados em relatórios de prontidão tecnológica:
Acessibilidade financeira: O custo de implementação de soluções de IA e de hardware compatível continua a ser uma barreira significativa, sobretudo para clínicas de menor dimensão.
Responsabilidade ética e legal: O médico dentista mantém a responsabilidade integral pelo diagnóstico e tratamento. A IA deve ser utilizada como sistema de apoio à decisão clínica, não substituindo o julgamento profissional.
Formação médica: Apenas uma minoria das faculdades europeias integrou formalmente conteúdos de literacia digital e IA nos currículos pré-graduados, sendo a formação contínua essencial para a atualização dos profissionais.
Enquadramento regulatório: o EU AI Act
O EU AI Act estabelece um quadro regulatório harmonizado para a utilização de IA na União Europeia, baseado numa abordagem de risco. Sistemas de IA aplicados à saúde — incluindo muitos dispositivos utilizados em medicina dentária — são geralmente classificados como de “alto risco”, estando sujeitos a requisitos rigorosos de conformidade.
Entre os principais requisitos destacam-se:
Garantia de qualidade e segurança dos dados utilizados no treino dos algoritmos
Transparência e explicabilidade dos sistemas
Supervisão humana obrigatória
Avaliação de conformidade antes da entrada no mercado
Monitorização contínua após implementação
Este enquadramento visa assegurar que a adoção da IA ocorre de forma segura, ética e centrada no paciente, reforçando a confiança dos profissionais e dos cidadãos nas novas tecnologias."
Suspensão imediata da comercialização e retirada do mercado | Produtos cosméticos da Pessoa responsável FBeauty, Lda.
INFARMED I.P.
Circular Informativa N.º 059/CD/550.20.001 de 05/06/2026
Na sequência de denúncia remetida ao INFARMED, I.P., procedeu esta Autoridade Nacional, no âmbito das suas competências de fiscalização em matéria de produtos cosméticos, à fiscalização dos produtos cosméticos disponíveis no mercado nacional, cuja Pessoa Responsável é a entidade FBeauty, Lda.
Tendo-se verificado que estes produtos não cumprem com os requisitos aplicáveis e estabelecidos no Regulamento (CE) nº 1223/2009, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 30 de novembro, e no Decreto-Lei n.º 23/2025 de 19 de março, tendo sido colocados no mercado sem que tivesse sido previamente acautelado o cumprimento das normas legais em vigor no que respeita a Boas Práticas de Fabrico, Avaliação de Segurança, Ficheiro de Informação sobre os produtos e rotulagemo INFARMED, I.P. determina o seguinte:

As entidades que eventualmente disponham dos produtos incluídos no Anexo I da presente Circular Informativa não os devem disponibilizar ou utilizar. Para obter informações adicionais, devem contactar a entidade FBeauty, Lda.
Os consumidores que possuam os referidos produtos devem abster-se de os utilizar.
Pode consultar a Circular Informativa aqui.
Europa enfrenta verões com mais calor e OMS pede preparação urgente
Notícias saúde
O gabinete europeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os países, regiões e cidades desenvolvam e implementem planos de ação para a saúde relacionados com o calor, ferramentas essenciais para que se preparem, respondam e mitiguem os impactos do calor extremo na saúde.
Idosos, bebés e crianças pequenas, grávidas, pessoas com doenças crónicas, pessoas com mobilidade reduzida ou com comprometimento cognitivo, trabalhadores ao ar livre, atletas e pessoas que praticam exercício físico, turistas e participantes em eventos com grande aglomeração estão desproporcionalmente em risco. O mesmo acontece com os migrantes, refugiados e pessoas com recursos limitados, habitação inadequada ou acesso reduzido a serviços.
A 11 de junho, a OMS/Europa lançou o novo Guia de Planos de Ação para a Saúde e o Calor (HHAP), que apresenta uma estrutura atualizada para os HHAP, abrangendo oito elementos principais e destacando ações e pontos de decisão essenciais para o planeamento, a coordenação, a implementação e a melhoria dos HHAP.
Lembre-se de #Manter-seFresco no calor
A comunicação de riscos para aumentar a sensibilização do público e promover comportamentos de proteção é um elemento importante na redução dos impactos adversos do calor na saúde. Mesmo a nível pessoal, alguns comportamentos saudáveis simples podem proteger-nos de muitas das consequências graves da chegada do calor.
A campanha anual da OMS/Europa oferece orientações simples e práticas para que os indivíduos e as comunidades se #MantenhamFrescos durante o calor.

Evite o calor. Evite sair e realizar atividades extenuantes durante a hora mais quente do dia. Permaneça na sombra; não deixe crianças, adultos dependentes ou animais de estimação sozinhos em veículos estacionados; e, se possível, passe duas a três horas do dia num local fresco.
Mantenha a sua casa fresca. Aproveite o ar noturno para refrescar a sua casa. Reduza a carga de calor dentro do apartamento ou casa durante o dia, utilizando estores, persianas ou cortinas e desligando o máximo possível de aparelhos elétricos.
Mantenha o seu corpo fresco e hidratado. Use roupas leves e largas e lençóis frescos; tome banhos ou duches frios; e beba água regularmente, evitando bebidas açucaradas, alcoólicas ou com cafeína.
Mantenha o contacto. Verifique como estão os seus familiares, amigos e vizinhos que passam muito tempo sozinhos. As pessoas com maior risco de problemas de saúde devido ao calor extremo podem precisar de ajuda nos dias quentes. Se conhece alguém que está em risco, ajude essa pessoa a obter aconselhamento e apoio.
Lembre-se: consulte um médico se sentir sintomas invulgares, se os sintomas persistirem ou se suspeitar de febre. Se alguém apresentar pele quente e seca, delírio e/ou convulsões ou estiver inconsciente, chame imediatamente um médico ou uma ambulância.
Em última análise, os verões escaldantes da região já não são uma anomalia ocasional; são uma crise de saúde pública permanente, alimentada pelas alterações climáticas. E sobreviver a um mundo cada vez mais quente exige uma mudança fundamental tanto nos hábitos individuais como nos cuidados comunitários.
Infarmed ordena retirada do mercado de produto para alívio de queimaduras e irritações cutâneas
DN
Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde conclui que Calmidine se encontra "no mercado indevidamente qualificado do ponto de vista regulamentar enquanto produto cosmético".
O Infarmed ordenou a suspensão imediata da comercialização e a retirada do mercado do Calmidine, indicado para o alívio de queimaduras superficiais, escaldões e irritações cutâneas, por estar indevidamente qualificado como produto cosmético.

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) concluiu, no âmbito de uma ação de fiscalização no mercado nacional e após análise da informação disponibilizada, que “o produto Calmidine (…) encontra-se no mercado indevidamente qualificado do ponto de vista regulamentar enquanto produto cosmético”.
O Infarmed explica, numa circular informativa publicada no seu site oficial, que o produto da empresa MedNet GmbH (sediada na Alemanha) “não deve ser qualificado como cosmético por não cumprir os requisitos aplicáveis e estabelecidos” no Regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho relativo aos produtos cosméticos.
A autoridade apela assim às entidade e consumidores que disponham deste produto para não o disponibilizar ou utilizar.

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