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Infarmed dá parecer negativo a medicamentos inovadores para doença de Alzheimer

DN

A ministra da Saúde revelou na passada quarta-feira, 22 de julho, que o parecer do Infarmed sobre a eventual comparticipação de novos medicamentos para o Alzheimer, já aprovados na Europa, é negativo porque "não apresenta valor terapêutico acrescentado".

A decisão anunciada pela ministra Ana Paula Martins surgiu após um alerta lançado pela associação Alzheimer Portugal sobre a necessidade de comparticipação pelo Estado de medicamentos inovadores, que a organização considera serem capazes de modificar o curso da doença e de retardar, com ganhos ao nível da capacidade cognitiva, a funcionalidade e o dia a dia da vida destes doentes.

Ana Paula Martins falava na sessão de abertura do evento “Doença de Alzheimer: Momento de Agir” que decorreu na passada quarta-feira na Assembleia da República.

A ministra da Saúde acrescentou, sem enumerar, que a mesma decisão negativa já foi tomada por outros países, que não enumerou.

Colheita de órgãos de dadores em paragem cardiorrespiratória controlada passa a ser permitida

SAÚDEONLINE

A colheita de órgãos de dadores falecidos em paragem cardiorrespiratória controlada nos cuidados intensivos vai passar a ser permitida a partir de final de agosto, segundo o despacho publicado, na passada terça-feira, em Diário da República.

À semelhança do que já ocorre em diversos países, como Espanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos da América e Nova Zelândia, o novo regime passa a contemplar a colheita de órgãos e tecidos em dadores falecidos em paragem circulatória na categoria III de Maastricht, que se refere à colheita após paragem cardiorrespiratória controlada, como quando alguém com doença irreversível não responde a tratamentos nos cuidados intensivos.

Segundo noticiou a RTP, a fase piloto, que durará entre seis meses a um ano, vai abranger os hospitais de S. João (Porto), Santa Maria e S. José (Lisboa) e a Unidade Local de Saúde de Coimbra.

Segundo os números do IPST, no ano passado, houve 232 órgãos que não foram transplantados após a colheita, por diversos motivos, entre eles “achados macroscópicos”, neoplasias e resultados de avaliações microscópicas (biópsias). O despacho publicado, na passada terça-feira, entra em vigor daqui a 30 dias.

Espanha aprova nova lei antitabaco: proibido fumar e usar cigarros eletrónicos em esplanadas, praias e piscinas

SIC NOTÍCIAS

Se está a pensar viajar para Espanha e é fumador, saiba que o país prepara novas regras que vão alargar significativamente os locais onde será proibido fumar e utilizar cigarros eletrónicos.

Espanha aprovou uma nova lei antitabaco, mais rigorosa, com o objetivo de proteger as famílias da exposição ao fumo em espaços de convívio. A legislação proíbe fumar e usar cigarros eletrónicos em esplanadas, praias, piscinas e parques nacionais. Mas há mais.

O Governo espanhol aprovou na passada terça-feira a versão final da lei antitabaco, que alarga os espaços onde passa a ser proibido fumar ou utilizar cigarros eletrónicos. A nova legislação abrange as esplanadas de restaurantes e cafés, praias, piscinas e parques nacionais.

A lista de espaços exteriores onde passam a existir restrições para fumadores incluem também discotecas ao ar livre, recintos de espetáculos e campos universitários. O mesmo se aplica a quem circula em veículos de trabalho, como carrinhas de distribuição.

Vão ser também estabelecidas “zonas de proteção reforçada", isto é, locais que passam a estar livres de cigarros num raio de 15 metros. Exemplos disso são unidades de saúde, escolas, universidades, centros de investigação, museus, bibliotecas, instalações culturais/desportivas e parques infantis ou de lazer.

As limitações estendem-se à venda de produtos com tabaco. Cigarros eletrónicos, com ou sem nicotina, shishas, bolsas de nicotina e outros artigos semelhantes só vão poder ser vendidos em estabelecimentos especializados e que cumpram os requisitos definidos pelo Governo espanhol.

A lei também aperta as regras à publicidade, promoção e patrocínio de produtos do tabaco e dispositivos eletrónicos. Nos conteúdos audiovisuais deixa de ser permitido mostrar apresentadores, convidados ou colaboradores a fumar, assim como exibir marcas ou logótipos associados.

Epilepsia: Investigadores da Universidade de Coimbra identificam mecanismo responsável pelo aumento da atividade neuronal

NOTÍCIAS SAÚDE

Uma equipa de investigação do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) e do Centro de Inovação em Biotecnologia e Biomedicina (CiBB), liderada por Carlos B. Duarte, identificou um conjunto de mecanismos moleculares que ajuda a explicar como uma proteína naturalmente presente no cérebro contribui para o desenvolvimento da epilepsia. Esta descoberta pode orientar futuras estratégias para limitar a progressão da doença.

A epilepsia afeta cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo e caracteriza-se pela ocorrência de crises resultantes de uma atividade elétrica excessiva e sincronizada no cérebro. Recorrendo a um modelo animal da doença, a equipa do CNC-UC demonstrou que o BNDF aumenta a presença de recetores para o neurotransmissor glutamato nas sinapses, as regiões onde os neurónios comunicam entre si. Este aumento torna as células nervosas mais sensíveis aos sinais provenientes das células vizinhas, reforçando a comunicação entre neurónios. Como consequência, pode favorecer a hiperatividade cerebral característica da epilepsia.

O estudo identificou igualmente a via de sinalização celular responsável por este processo. Ao ativar o seu recetor na superfície dos neurónios, o BDNF desencadeia uma cascata de eventos moleculares que culmina no aumento da expressão de recetores NMDA na membrana das células. Quando esta via de sinalização é interrompida, as alterações induzidas pelo BDNF deixam de ocorrer, confirmando a importância deste mecanismo na hiperexcitabilidade neuronal.

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