
Alergias ao sol, areia e cloro. Sinais e mitos para desfazer neste verão
JN
"Com a chegada do calor e das idas à praia e à piscina, multiplicam-se as queixas de alergia ao sol, e a outros agentes suspeitos como o cloro ou até a areia. Mas nem tudo o que parece alergia o é, e importa esclarecer e desmitificar", este aviso inicial é deixado pela imunoalergologista Rita Brás. A especialista do Serviço de Imunoalergologia da ULS Santa Maria fala mais em "irritações ou fotodermatoses".
Para começar, "a maioria dos casos [de alergia ao sol] não é uma verdadeira alergia", indica a médica e professora assistente convidada da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
" A reação ao sol mais frequente é a erupção polimorfa à luz: manchas ou placas avermelhadas, com comichão associada, que surgem horas após a exposição, sobretudo nas zonas expostas ao sol e nos primeiros dias de sol da estação".
Neste caso, prossegue a especialista, "as principais recomendações incluem uma exposição mais gradual e o uso de protetor solar". Mas se os sintomas forem recorrentes e incomodativos (por exemplo, pela comichão intensa), "devem ser avaliados por um médico especializado".

E a areia também provoca reações? "Não existe alergia propriamente dita", assegura a imunolaergiologista. "A areia pode, sim, ser um agente irritativo para a pele, e o desconforto resulta da sua ação mecânica, que causa fricção e secura cutânea". "Nas crianças e nos adultos com dermatite atópica, o atrito da areia, o sal e o calor podem agravar as lesões da pele, sendo importante a lavagem com água doce e hidratação após o banho", sugere.
Portugal continental sob aviso amarelo por causa do calor nos próximos dias
EXPRESSO
Temperaturas podem chegar aos 40º em Santarém, Beja e Évora
Todos os distritos de Portugal continental, com exceção de Faro, vão estar sob aviso amarelo esta segunda e a terça-feira devido ao calor, podendo as temperaturas atingir os 40 graus em Santarém, Beja e Évora, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O alerta emitido pelo devido às previsões de temperaturas máximas elevadas vigora entre as 9:00 de segunda-feira e as 18:00 de terça-feira.

Hoje e amanhã, o IPMA prevê que a temperatura ultrapasse os 35 graus em vários distritos, com Santarém, Beja e Évora a tocarem os 40 graus celsius.
Nestes dois dias, Portugal continental está praticamente todo em perigo de incêndio máximo ou muito elevado.
O aviso amarelo, o menos grave, é emitido quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
“Cara de Ozempic”, queda de cabelo, problemas intestinais. Afinal, quais os efeitos secundários dos medicamentos GLP-1 para a perda de peso?
CNN
Wegovy, Mounjaro, Ozempic. As injeções para a perda de peso têm visto a sua popularidade disparar e, com elas, aumentam os relatos de uma infinidade de efeitos secundários. Mas quais foram já comprovados pela ciência?
Queda de cabelo
A queda de cabelo foi notícia na passada semana após uma investigação ter sugerido que pode estar diretamente associada ao uso de medicamentos GLP-1 em adultos com diabetes tipo 2.
Não é a primeira vez que uma possível ligação entre as duas coisas é abordada, com as bulas dos medicamentos Mounjaro e Wegovy a listarem o enfraquecimento capilar como um efeito secundário comum. Os especialistas já tinham pedido que o assunto fosse aprofundado em investigações.
"Cara de Ozempic"
Este será talvez o alegado efeito secundário mais badalado nas redes sociais: a mudança drástica na aparência facial após o uso de medicamentos da classe GLP-1. Olhos encovados, rugas, flacidez da pele e envelhecimento do rosto são os efeitos apontados – alterações que, apesar de constarem das bulas, são reconhecidas pelos cirurgiões como outra consequência rápida da perda de peso, tal como a queda de cabelo.

Problemas digestivos
Da mesma forma, não faltam relatos sobre problemas gastrointestinais em pessoas que recorrem à classe medicamentosa GLP-1 para perder peso, tais como náuseas, vómitos, diarreia e obstipação – efeitos reconhecidos e documentados em ensaios clínicos deste tipo de injeções.
Perante as fortes evidências científicas destes efeitos secundários, surgem descritos nas bulas dos medicamentos como sendo muito comuns, apesar de os fabricantes garantirem que, normalmente, desaparecem com o passar do tempo.
Problemas oculares e perda de visão
No ano passado, um estudo revelou que pessoas com diabetes que utilizam medicamentos da classe GLP-1 podem enfrentar o dobro do risco de desenvolver problemas oculares, nomeadamente degeneração macular relacionada com a idade.
Além disso, há relatos nos sistemas de notificação de efeitos adversos e em estudos de coorte que sugerem que alguns destes medicamentos têm o potencial de causar um distúrbio oftalmológico conhecido como neuropatia ótica isquémica anterior não arterítica – uma condição que pode provocar a perda de visão súbita e permanente.
Gravidez inesperada
Há inúmeros relatos de gravidezes inesperadas entre utilizadoras de GLP-1, pelo que se recomenda às mulheres que recorrem a estes medicamentos que associem o seu uso a métodos contraceptivos eficazes.
O MHRA, regulador de medicamentos do Reino Unido, recomenda que estes medicamentos não sejam utilizados durante a gravidez nem se está a tentar engravidar – “isto porque não há dados de segurança suficientes para determinar se o uso de um medicamento GLP-1 pode causar danos ao bebé”, indica a entidade reguladora.
“Pé Ozempic”
Tal como acontece com a “cara de Ozempic”, também há inúmeras referências a uma aparência óssea nos pés de quem utiliza estes medicamentos, com alguns dos seus utilizadores a relatarem também que sentem dor na região. Este é apontado como outro efeito colateral dos GLP-1, apesar de esta informação não constar nas bulas dos medicamentos.
Doenças de origem alimentar mataram 1,5 milhões de pessoas num ano. Saiba como reduzir o risco
CNN
As doenças de origem alimentar não são apenas um incómodo depois de uma refeição duvidosa. São uma importante causa de doença grave e de morte.
Estima-se que 1,5 milhões de pessoas tenham morrido em todo o mundo devido a doenças de origem alimentar em 2021, segundo um estudo publicado na revista The Lancet.
Dois especialistas internacionais em segurança alimentar, Julie Jean, da Université Laval (Canadá), e Harris Wang, da Columbia University Irving Medical Center (Estados Unidos), explicam quem está mais vulnerável às doenças de origem alimentar e que cuidados ajudam a preveni-las.
Como os alimentos se tornam um risco para a saúde
As pessoas desenvolvem doenças de origem alimentar quando os alimentos são contaminados por uma grande variedade de agentes, incluindo parasitas, substâncias químicas e microrganismos, explica Jean. Entre os exemplos mais comuns estão a salmonela, a Escherichia coli (E. coli), o norovírus e a listeria.
Em alguns casos, o problema resulta de falhas no controlo da temperatura: os alimentos ficam mal cozinhados ou permanecem a temperaturas demasiado elevadas, o que favorece a proliferação de bactérias, explica Wang. Noutras situações, a causa está em práticas de higiene inadequadas durante o manuseamento dos alimentos, que permitem a propagação de vírus, acrescenta Jean.

Quem corre maior risco
O risco também varia de pessoa para pessoa. "As crianças pequenas, que têm sistemas imunitários menos desenvolvidos, os idosos, cuja imunidade diminui com a idade, e as pessoas com o sistema imunitário comprometido tendem a ser particularmente suscetíveis às doenças de origem alimentar", afirma Wang. A gravidez, que pode alterar o funcionamento do sistema imunitário, também aumenta a vulnerabilidade às formas mais graves destas doenças, acrescenta Jean.
Os sinais de uma doença de origem alimentar podem incluir náuseas, vómitos, diarreia, cólicas abdominais e febre, segundo a Faculdade de Medicina da Universidade Tufts. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem ao fim de dois a sete dias. No entanto, quem apresentar sintomas graves, como diarreia durante mais de três dias, febre alta ou sangue nas fezes, deve procurar assistência médica.
De forma geral, deve evitar consumir carne e ovos mal cozinhados, farinha crua e produtos lácteos não pasteurizados, além de lavar cuidadosamente os vegetais. Para as pessoas com maior risco, a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos recomenda também evitar peixe cru, carnes fatiadas prontas a consumir (a menos que sejam reaquecidas) e saladas embaladas prontas a consumir.

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