
Portugal com aumento significativo de casos de hepatite A associados a surtos em 2025
TVI NOTÍCIAS
Falta de salubridade e transmissão sexual estão na origem dos surtos
Portugal registou um aumento expressivo de casos de hepatite A, que passaram de 319 em 2024 para 1.164 em 2025, associados a surtos resultantes da falta de salubridade e à transmissão sexual, indica um relatório da DGS hoje divulgado.
“Mantém-se o aumento significativo do número de casos confirmados de hepatite A”, salienta o relatório de 2025 do Programa Nacional para as Hepatites Virais da Direção-Geral da Saúde (DGS), que aponta para mais 845 casos confirmados no último ano, face a 2024, um crescimento de 265%.
O documento atribui esse aumento de casos a dois surtos que tiveram início em 2024, um dos quais associado à transmissão de pessoa a pessoa, influenciado por condições deficitárias de salubridade, afetando sobretudo crianças do Algarve, Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo.

O outro surto está ligado à transmissão por contacto sexual, afetando predominantemente homens entre os 18 e os 44 anos, nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Norte, adianta o relatório divulgado no Dia Mundial das Hepatites que hoje se assinala.
Quanto à hepatite B, o documento sobre um dos programas de saúde prioritários da DGS refere que também se registou um aumento do número de casos confirmados, que passaram dos 271 em 2024 para os 354 em 2025, representando um crescimento de 31%.
Trata-se do segundo ano consecutivo de aumento das notificações, o que exige um reforço da vigilância e prevenção, alerta a DGS.
As hepatites virais continuam a representar importante causa de doença hepática crónica, cirrose e carcinoma hepatocelular, sendo os vírus das hepatites B e C responsáveis pela maioria da mortalidade associada a esta doença.
Comunicação do Infarmed: suspensão da atividade do distribuidor por grosso Royal Sulgerins
OMD
O Infarmed informa que a atividade de distribuição por grosso de medicamento da entidade Royal Sulgerins S.L. (Barcelona) foi suspensa após a deteção de não-conformidades com as boas práticas de distribuição, conforme divulgado pela autoridade competente da Espanha.
Na Circular Informativa N.º 072/CD/550.20.001 da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P., é referido o seguinte:
“O relatório de não-conformidade com as boas práticas de distribuição de medicamentos para uso humano pode ser consultado na base de dados de acesso público EudraGMDP.

Face ao exposto, as entidades não devem comercializar medicamentos com o referido distribuidor.
As entidades que tenham adquirido medicamentos a este distribuidor e/ou que tenham sido contactadas por este distribuidor para adquirir medicamentos, não os podem comercializar e devem comunicá-lo ao Infarmed através do e-mail [email protected].
Relembra-se que os medicamentos fornecidos por distribuidores não autorizados devem ser considerados como falsificados, não estando garantida a sua qualidade, segurança e eficácia, pelo que não podem ser utilizados.”
Consulte a Circular Informativa aqui.
Estudo relaciona exposição a pesticidas na infância com idade da primeira menstruação
OBSERVADOR
Investigação seguiu 506 raparigas espanholas durante anos e concluiu que certos pesticidas, presentes em frutas e legumes, atuam como disruptores endócrinos.
Um estudo conduzido pela Universidade de Valência identificou uma associação entre a exposição a determinados pesticidas na infância e a idade da primeira menstruação.
Os resultados da investigação foram obtidos a partir de um inquérito a 506 raparigas entre os 7 e os 10 anos de idade, de várias províncias espanholas, com seguimento até aos 16 anos.

A investigação, liderada pela Universidade de Granada e publicada na revista Environmental Research, indica que alguns fungicidas estão associados à menarca precoce, enquanto outros compostos estão associados ao atraso, noticiou na passada segunda-feira a agência Efe.
Especificamente, a exposição a fungicidas da família dos ditiocarbamatos, utilizados para prevenir doenças nas plantações, está ligada à menarca precoce.
Em contrapartida, a exposição ao clorpirifós, um inseticida utilizado há anos na agricultura e atualmente proibido na União Europeia, está associada ao atraso da menarca.
Os resultados sugerem que estes pesticidas, considerados disruptores endócrinos, podem interferir com o sistema hormonal.
Os autores realçaram ainda a necessidade de mais investigação sobre estes efeitos para melhorar a prevenção e a proteção da saúde pública.
Quase 40% das crianças têm excesso de peso e 44,7% consomem 'fast food'
DN
A prevalência conjunta de excesso de peso e obesidade é mais elevada na Região Autónoma dos Açores, seguindo-se o Norte e a Madeira. Os valores mais baixos registam-se na Península de Setúbal e na Grande Lisboa.
Quase quatro em cada 10 crianças entre os cinco e os 14 anos têm excesso de peso ou obesidade em Portugal e 44,7% consomem regularmente refeições rápidas, alimentos ultraprocessados ou refrigerantes, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O INE divulgou na passada segunda-feira, 27 de julho, os resultados do módulo das crianças realizado no 4.º trimestre de 2025, no âmbito do Inquérito Nacional de Saúde, e destaca que quase metade (44,7%) das crianças dos 6 aos 14 anos consomem regularmente refeições ‘fast food’ ou alimentos ultraprocessados.

De acordo com o INE, há 81 mil crianças que consomem refrigerantes açucarados e 49 mil que consomem refeições rápidas ou alimentos ultraprocessados diariamente.
No entanto, quase quatro em cada 10 crianças dos 5 aos 14 anos tinham excesso de peso ou obesidade, registando-se quase 132 mil crianças obesas (12,9%) e outras 230 mil (22,6%) com excesso de peso.
A análise por regiões mostra que a prevalência conjunta de excesso de peso e obesidade é mais elevada na Região Autónoma dos Açores (42,3%), seguindo-se o Norte (40,5%) e a Madeira (40,3%). Os valores mais baixos registam-se na Península de Setúbal (31,2%) e na Grande Lisboa (31,3%).

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