
Federação de dadores de sangue alerta para reservas críticas e problemas no sistema
OBSERVADOR
Portugal precisa de 1.100 unidades por dia, mas cancelamentos de colheitas, subfinanciamento e falta de médicos no IPST ameaçam o abastecimento ao SNS.
A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (Fepodabes) alertou na passada terça-feira para o nível baixo das reservas nacionais, acentuado pela redução de doações e problemas no sistema, com subfinanciamento e falhas estruturais.
“Estamos perante uma situação muito preocupante. Todos os verões assistimos a uma diminuição das dádivas de sangue, mas este ano o problema é agravado pelas dificuldades na resposta operacional, colocando em risco a estabilidade das reservas nacionais”.
Portugal necessita, em média, de cerca de 1.100 unidades de sangue por dia para responder às necessidades dos hospitais e a Fepodabes recorda que é necessário combater a sazonalidade.

Contudo, sustenta a associação, “o verdadeiro problema reside na ausência de uma estratégia nacional consistente para a dádiva de sangue”, de que é exemplo a situação do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), entidade responsável por garantir o abastecimento de sangue ao Serviço Nacional de Saúde e ao setor privado, que “enfrenta dificuldades estruturais que comprometem a sua capacidade de resposta”, refere a federação.
Para a federação, o “problema não é a falta de dadores”, mas “a falta de capacidade para recolher o sangue que os portugueses estão disponíveis para oferecer”.
Mais bebés a nascer em Portugal: tendência de crescimento reforça-se em 2026
EXPRESSO
O Programa Nacional de Rastreio Neonatal registou 43.181 recém-nascidos entre janeiro e junho, mais 931 do que no mesmo período de 2025, reforçando a tendência de crescimento observada no último ano.
No primeiro semestre do ano, o número de recém-nascidos rastreados em Portugal atingiu os 43.181, mais 931 do que no mesmo período do ano passado, quando foram abrangidos pelo "teste do pezinho" 42.250 bebés, revelam dados divulgados na passada terça-feira.

Os números do Programa Nacional de Rastreio Neonatal, coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), reforçam a tendência de crescimento registada em 2025, ano em que foram rastreados 87.708 bebés, o valor mais elevado dos últimos 10 anos.
Estes dados dizem respeito ao número de recém-nascidos estudados no âmbito do Programa Nacional de Rastreio Neonatal.
Erro na limpeza cerebral pode ser causa comum de Alzheimer e Esclerose Lateral Amiotrófica
OBSERVADOR
Doentes com Alzheimer, ELA e degeneração lobar frontotemporal apresentam uma maior acumulação de "resíduos". Os investigadores analisaram amostras de tecido cerebral de 185 dadores.
Uma disfunção no sistema de limpeza do cérebro pode estar implicada no desenvolvimento de várias doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e a esclerose lateral amiotrófica (ELA), de acordo com uma investigação da Universidade de Barcelona (UB).

O estudo, publicado este mês na revista Acta Neuropathologica Communications, demonstra que os doentes com Alzheimer, ELA e degeneração lobar frontotemporal apresentam uma maior acumulação de corpos amiloides, ou “resíduos”, pequenas estruturas que funcionam como recetáculos de resíduos em áreas-chave do sistema de limpeza do cérebro.
Para chegar a estas conclusões, os investigadores analisaram amostras de tecido cerebral de 185 dadores, tanto saudáveis como afetados por estas doenças, noticiou na passada terça-feira a agência Efe.
Os resultados mostram que os recetáculos de resíduos se acumulam repetidamente em áreas ligadas às vias de drenagem do cérebro e são significativamente mais numerosos nos doentes com estas doenças.
Segundo os investigadores, isto sugere que o sistema glinfático (a rede microscópica responsável pela limpeza do sistema nervoso central) sofre de insuficiência crónica, perdendo a sua capacidade de eliminar os resíduos metabólicos ao longo de um período prolongado.
Transplante inédito e "muito complexo" permitiu mulher cega recuperar visão
SAPO
O hospital Molinette explica que os médicos aproveitaram "os tecidos saudáveis do olho esquerdo que já não desempenhavam a sua função", transferindo para o olho direito "um bloco anatómico completo que incluía a córnea, a esclerótica, a conjuntiva e, pela primeira vez no mundo, a parte central da retina, a mácula".
Um transplante da parte central da retina de um olho, uma intervenção inédita no mundo, permitiu a uma mulher que estava cega há cinco anos recuperar a visão, anunciou um hospital de Turim (Itália), onde decorreu a cirurgia.

Como é que o transplante foi feito?
De acordo com o hospital, "a destruição total da parte que contém as células estaminais tornava totalmente impossível um transplante de córnea clássico", condenando esta mulher à cegueira, mas este obstáculo, "considerado até agora insuperável", foi ultrapassado pelo professor Michele Reibaldi e pela sua equipa médica, após uma intervenção “muito complexa” que se prolongou por cerca de seis horas.
"Aproveitando os tecidos saudáveis do olho esquerdo que já não desempenhavam a sua função, os médicos retiraram e transferiram para o olho direito um bloco anatómico completo que incluía a córnea, a esclerótica, a conjuntiva e, pela primeira vez no mundo, a parte central da retina, a mácula", explica o hospital.
Deste modo, com esta "transferência biológica", foi possível reconstruir um olho com visão a partir dos dois olhos afetados.
"Estamos agora à espera de ver em que medida a retina enxertada será capaz de funcionar, mas os primeiros resultados são encorajadores".

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