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NOTÍCIAS DO DIA

SIC NOTÍCIAS

Menopausa: uma fase cheia de mitos e tabus que pode ser vivida com menos sofrimento

Os afrontamentos, as insónias, a irritabilidade ou a perda de desejo sexual foram durante décadas encarados como inevitáveis. A evidência científica atual mostra o contrário: a menopausa é inevitável, o sofrimento associado não tem de ser.

A distinção começa nos próprios conceitos. A menopausa corresponde a um único dia, doze meses após a última menstruação; o período de transição que a antecede, e que pode durar anos, é a perimenopausa. A diminuição dos estrogénios e da progesterona repercute-se em praticamente todo o organismo — sono, humor, metabolismo, saúde óssea e cardiovascular, composição corporal. Inês Sapinho, coordenadora de Endocrinologia e da Unidade da Menopausa do Hospital CUF Descobertas, sublinha que os estrogénios têm também um papel no cérebro, e que as dificuldades de concentração e as alterações de memória são frequentes e reais.

Um dos obstáculos identificados pelas especialistas ouvidas é o receio em torno da terapêutica hormonal, que decorre de uma interpretação errada do estudo Women's Health Initiative, de 2002 — cujas participantes tinham em média 63 anos, muitas já uma década para além da menopausa. As sociedades científicas internacionais consideram hoje que, para mulheres com menos de 60 anos ou até dez anos após o início da menopausa e sem contraindicações, os benefícios superam na maioria dos casos os riscos. A decisão é individual e exige avaliação médica.

A ginecologista Susana Mineiro, do mesmo hospital, alerta para dois extremos igualmente perigosos: demonizar a terapêutica hormonal, ou apresentar soluções sem base científica. Existem também alternativas não hormonais com eficácia comprovada, tratamentos locais e fisioterapia do pavimento pélvico, a par de exercício físico, alimentação equilibrada e cessação tabágica.

JN

Cada vez mais portugueses devolvem medicamentos fora de validade

Em 2025 foram recolhidas cerca de 1400 toneladas de medicamentos fora de prazo ou sem uso, um aumento de 3,5% face ao ano anterior. Os números provisórios do primeiro semestre de 2026 apontam para a mesma tendência, embora só venham a ser divulgados após consolidação dos resultados.

A Valormed, entidade responsável pela recolha, atribui o crescimento à maior adesão ao sistema e a uma consciencialização crescente para a importância de entregar estes resíduos nos contentores próprios, disponíveis nas farmácias e parafarmácias aderentes. A proximidade das farmácias tem sido um dos fatores que mais contribuem para esta mudança de comportamento.

Ainda assim, a entidade sublinha que o caminho está longe de concluído. A licença que regula a sua atividade impõe metas de recolha e reciclagem que dificilmente serão alcançadas sem a colaboração dos cidadãos, e continuam a encontrar-se medicamentos retidos por tempo indefinido nas habitações ou eliminados incorretamente. O desafio, defende a Valormed, passa por transformar a prática num hábito, com campanhas contínuas e o envolvimento dos profissionais que contactam diariamente com os utentes.

SAÚDE+

Abre hoje em Torres Vedras a primeira unidade de saúde familiar com gestão privada

A primeira Unidade de Saúde Familiar gerida por privados em Portugal entra hoje em funcionamento no Centro de Saúde de São Pedro da Cadeira, no concelho de Torres Vedras. É a primeira USF Modelo C do país, confirmou à Lusa a presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Oeste, Elsa Baião.

As USF Modelo C permitem que a gestão de uma unidade de saúde familiar seja assegurada por entidades do setor privado ou social, mediante contratualização com o Serviço Nacional de Saúde e sujeição a objetivos assistenciais, indicadores de desempenho e mecanismos de monitorização. A unidade de São Pedro da Cadeira é gerida pela KnokHealth Portugal, Lda.

O contrato tem a duração de cinco anos e um encargo máximo global estimado em cerca de 2,4 milhões de euros, com a remuneração indexada ao número de utentes inscritos e ao cumprimento dos objetivos contratualizados. A unidade vai prestar cuidados a 5.463 utentes sem médico de família, na freguesia de São Pedro da Cadeira e em parte do Turcifal, e ocupa instalações inauguradas em 2025 que se encontravam subutilizadas.

ORDEM DOS MÉDICOS DENTISTAS

Pedido de dispensa de sigilo profissional deixa de exigir resumo do caso clínico

Foi publicado em Diário da República o Regulamento (extrato) n.º 1025/2026, que altera o Regulamento n.º 2/2023, de 3 de janeiro — o Regulamento de Dispensa de Sigilo Profissional da Ordem dos Médicos Dentistas.

A alteração elimina a obrigatoriedade de apresentar um resumo do caso clínico no pedido de dispensa de sigilo profissional. A justificação da Ordem é que, atendendo ao circunstancialismo concreto do pedido, essa exigência podia colocar em causa as garantias de defesa do médico dentista requerente.

A alteração partiu de uma proposta do Conselho Deontológico e de Disciplina da OMD, esteve em consulta pública e foi posteriormente aprovada pelo Conselho Geral.

INFARMED, I.P.

Revisão do SiNATS: INFARMED publica as primeiras perguntas frequentes

O INFARMED disponibilizou o primeiro conjunto de perguntas frequentes sobre a revisão do Sistema Nacional de Avaliação de Tecnologias de Saúde, com o objetivo de esclarecer as principais alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 118/2026, de 17 de junho.

O documento dirige-se a associações de pessoas com doença, profissionais de saúde, indústria farmacêutica e de dispositivos médicos, instituições do SNS e cidadãos em geral. Reúne respostas sobre o funcionamento do novo modelo, as novidades introduzidas pela revisão, o processo de implementação e os próximos passos da regulamentação.

As perguntas frequentes serão atualizadas regularmente. O processo de regulamentação continuará a decorrer de forma faseada, através de reuniões de trabalho e de outras iniciativas de auscultação dos setores envolvidos.

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